Admito que nunca ouvi falar de Comênio, confesso que amei conhecer um pouco de sua história
e saber que ele é considerado o " pai da Didática" e que pertencia a uma comunidade religiosa.
A preocupação
com a forma de ensinar para que se tenha sucesso é antiga e já a encontramos em um autor
clássico, o "pai da Didática", Jan Amos Comênio (1592-1670)[1]. De origem checa, Comênio pertencia a uma
comunidade religiosa, a Irmandade "Unitas Fratrum Bohemorum" que
lutava pelo retorno aos ideais da igreja primitiva, descrita no Novo
Testamento, baseada na pobreza e na igualdade. Em função das guerras da época e
das perseguições religiosas, Comênio passou a maior parte da sua vida no
exílio. Professor, pastor e bispo da sua comunidade religiosa, ele teve uma produção
literária impressionante, em torno de 150 trabalhos e livros, e ficou conhecido
na Europa inteira. Inicialmente como professor de latim, a língua franca da
época, ele desenvolveu um novo sistema para ensinar língua estrangeira. Outra
obra importante foi seu livro didático, o "Orbis Sensualium Pictus"
(o mundo desenhado), no qual ele juntou gravuras, frases simples, sons e letras
para a alfabetização e frases em latim para que os alunos pudessem, com um
único livro, aprender a ler, escrever e conhecer o mundo a partir da
visualização. Este livro foi utilizado nas escolas por mais de 100 anos.
[1] Para maiores detalhes sobre a vida e a obra
de Comênio, bem como sobre sua importância até hoje, veja Kulesza (1992).
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