Essa atividade sobre o texto a Cena que recebemos na aula do dia 18 de abril de 2018 foi muito legal, porque me senti desafiada a elaborar esse trabalho em um espaço muito curto de tempo, pois fez eu utilizar todas as minhas energias e concentração para esse trabalho. Gosto de trabalhos assim desafiadores. Com essa atividade aprendi a identificar o tipo de professora que eu costumo a ser em sala de aula. Eu particularmente me identifiquei muito com a professora Margarida e Rosa, porque a metodologia que eu procuro usar é a mesma que a delas, mas como citei no trabalho que vocês irão ver logo abaixo, existem muitos colegas de profissão que infelizmente são igual a professora Orquídea. Minha ex-diretora tinha a postura igual a do diretor do texto Antúrio.
CENA
O
texto a Cena trouxe em seu contexto uma introdução do que foi discutido em uma
reunião pedagógica, pois se tratou de um grupo de professores reunidos,
juntamente com a equipe diretiva da escola, onde o assunto principal discutido,
ou seja, o tema central era sobre as dificuldades dos alunos que se manifesta
nos índices oficiais de avaliação.
O que o contexto quis nos dizer de fato:
Quais foram os recursos e a metodologia utilizada para a avaliação desses alunos?
Houve ensino/aprendizagem? Quando descobrimos se ocorreu de fato a aprendizagem
no aluno? O que nós como professores educadores podemos fazer ou realizar para
mediar uma determinada situação para que ocorra a aprendizagem em nosso aluno?
Todo esse contexto deve ser observado, analisado, refletido e discutido para encontrarmos
um meio de como irá ocorrer às próximas avaliações, ou seja, o que deve ser
mantido e o que deve ser modificado para que os alunos atinjam os objetivos
propostos e para que haja avanço nesses alunos que apresentam muitas
dificuldades. Quais são as estratégias e recursos que serão utilizados para que
o aluno avance em seu desenvolvimento? Esses são assuntos pertinentes a serem
tratados em uma reunião pedagógica.
Em muitas escolas não há essa reflexão e
essa discussão como é mostrada nos professores do texto a “Cena”. É muito fácil
apenas atribuir uma nota em cima da avaliação do aluno, apenas classificá-lo,
porém uma prova não define de fato se houve a aprendizagem ou não. É preciso
mais do que uma prova para a avaliação do aluno, é necessário: investigar,
observar, registrar para depois sim realizar um diagnóstico.
Infelizmente muitos educadores sentem-se
como “donos da verdade e do conhecimento”, como a professora Orquídea do texto,
que fala que se sente frustrada e que havia perdido tempo em seus finais de
semana preparando excelentes aulas. Segundo a concepção da professora Orquídea,
na sua sala de aula ela realiza boas exposições dos CONTEÚDOS e quando passa os
exercícios os alunos não conseguem acertar nada, mesmo depois de ela ter
repetido várias vezes a explicação. Acha que esses alunos de hoje não querem
estudar, não dão a menor atenção para o que ela fala e só conversam. Lamentável
dizer, mas infelizmente existem muitas professoras Orquídeas por ai, que
simplesmente “jogam conteúdo em cima do aluno” e esperam um milagre em sua
aprendizagem. Há muitos professores que são como a Orquídea, que não apresentam
humildade de admitir seus próprios erros, como se o aluno não soubesse nada e
fosse “o culpado de tudo”. A realidade é que é triste saber que existem
profissionais da educação que não percebem seu verdadeiro papel de educador
dentro de uma sala de aula ou escola, pois não conseguem enxergar que o papel
do professor é mediar situação para que ocorra a aprendizagem no sujeito.
O
professor não está na escola para ser “o dono do saber”, mas sim para
incentivar, motivar, entusiasmar, proporcionar, articular estratégias e trocar
experiências com seus alunos para que haja o ensino/aprendizagem.
É muito comum em conselhos de classe o
professor mostrar apenas as provas dos alunos e começar a “julga-lo”, dizendo
que o aluno não quer nada com nada e que as famílias não são estruturadas. É
lamentável dizer, mas muitas vezes há profissionais que acham mais fácil jogar
toda a responsabilidade em cima do próprio aluno e culpar as famílias por não
estarem desenvolvendo seu papel e acompanhando a vida escolar do aluno, do que
reconhecer e admitir seus próprios erros como educador e buscar meios para
fazer algo diferente que possa de fato ajudar aquele individuo em sua
aprendizagem.
Eu como educadora procuro agir como as
professoras Margarida e Rosa, pois acredito que as escolas democráticas estão
inseridas dentro de uma linha chamada de Pedagogia Libertária que se
caracteriza por abordar a questão pedagógica diante de uma perspectiva baseada
na liberdade e igualdade, eliminando as relações autoritárias presentes no
modelo educacional tradicional.
Eu igual como a professora Margarida,
também trabalhava antes como a professora Orquídea, mas agora tenho trabalhado
com desafios. Acredito que os alunos aprendem mais. Eles resolvem
individualmente e depois discutem com os colegas em grupos. Enquanto eles
trabalham eu converso com eles, esclareço dúvidas e coloco questionamentos.
Como fechamento, discutimos as soluções que os grupos deram para os desafios.
Também procuro trabalhar na linha do
construtivismo, conforme a professora Rosa do texto, porque o construtivismo
produz conhecimento em uma perspectiva não formal ou, se quiser apenas
formalizante. Como modelos pedagógicos e modelos epistemológicos, podemos
afirmar que existem três diferentes formas de representar a relação
ensino/aprendizagem escolar ou, mais especificamente, a sala de aula.
Em minha sala de aula também penso como a
professora Rosa do texto, pois eu também acho que o professor precisa escutar
os seus alunos, saber quais são as suas dificuldades, quais são os interesses.
Eles definem o que vai ser trabalhado na aula, eu nem me meto. Pode parecer
bagunça, mas as crianças precisam de um ambiente que permita a expressão da sua
criatividade. Faço minhas as palavras dessa professora.
Discordo completamente do professor Cravo,
que pensa que tem uma grande diferença do planejamento que utiliza na escola
particular e naquele trabalha. Acha que os alunos não têm condições de
acompanhar! Se desse tudo o que trabalha, iria acabar reprovando a maioria. O
professor só está preocupado com a incomodação que daria.
A fala do diretor Antúrio é bem a fala da
minha diretora: Mas eu estou preocupado com o aumento da indisciplina na nossa
escola. Na semana passada fui nas aulas de alguns professores não vou citar
nomes e encontrei a maior bagunça. O professor precisa ter o controle da turma,
ele fala e os alunos atendem. A escola sempre existiu para mostrar para as
novas gerações o que se espera delas: dominar os conteúdos e ser disciplinado.
Quem não concorda com isso deve procurar outra escola.
Infelizmente existem muitos diretores
Antúrio que só criticam o trabalho do profissional sem incentivar e
motivar o trabalho dos seus educadores.
Nome: GIMENA BARBOSA GIMENEZ
Turma:
E