sábado, 4 de agosto de 2018

CENA


   Essa atividade sobre o texto a Cena que recebemos na aula do dia 18 de abril de 2018 foi muito legal, porque me senti desafiada a elaborar esse trabalho em um espaço muito curto de tempo, pois fez eu utilizar todas as minhas energias e concentração para esse trabalho. Gosto de trabalhos assim desafiadores. Com essa atividade aprendi a identificar o tipo de professora que eu costumo a ser em sala de aula. Eu particularmente me identifiquei muito com a professora Margarida e Rosa, porque a metodologia que eu procuro usar é a mesma que a delas, mas como citei no trabalho que vocês irão ver logo abaixo, existem muitos colegas de profissão que infelizmente são igual a professora Orquídea. Minha ex-diretora tinha a postura igual a do diretor do texto Antúrio.

CENA
    O texto a Cena trouxe em seu contexto uma introdução do que foi discutido em uma reunião pedagógica, pois se tratou de um grupo de professores reunidos, juntamente com a equipe diretiva da escola, onde o assunto principal discutido, ou seja, o tema central era sobre as dificuldades dos alunos que se manifesta nos índices oficiais de avaliação.
    O que o contexto quis nos dizer de fato: Quais foram os recursos e a metodologia utilizada para a avaliação desses alunos? Houve ensino/aprendizagem? Quando descobrimos se ocorreu de fato a aprendizagem no aluno? O que nós como professores educadores podemos fazer ou realizar para mediar uma determinada situação para que ocorra a aprendizagem em nosso aluno? Todo esse contexto deve ser observado, analisado, refletido e discutido para encontrarmos um meio de como irá ocorrer às próximas avaliações, ou seja, o que deve ser mantido e o que deve ser modificado para que os alunos atinjam os objetivos propostos e para que haja avanço nesses alunos que apresentam muitas dificuldades. Quais são as estratégias e recursos que serão utilizados para que o aluno avance em seu desenvolvimento? Esses são assuntos pertinentes a serem tratados em uma reunião pedagógica.
    Em muitas escolas não há essa reflexão e essa discussão como é mostrada nos professores do texto a “Cena”. É muito fácil apenas atribuir uma nota em cima da avaliação do aluno, apenas classificá-lo, porém uma prova não define de fato se houve a aprendizagem ou não. É preciso mais do que uma prova para a avaliação do aluno, é necessário: investigar, observar, registrar para depois sim realizar um diagnóstico.
    Infelizmente muitos educadores sentem-se como “donos da verdade e do conhecimento”, como a professora Orquídea do texto, que fala que se sente frustrada e que havia perdido tempo em seus finais de semana preparando excelentes aulas. Segundo a concepção da professora Orquídea, na sua sala de aula ela realiza boas exposições dos CONTEÚDOS e quando passa os exercícios os alunos não conseguem acertar nada, mesmo depois de ela ter repetido várias vezes a explicação. Acha que esses alunos de hoje não querem estudar, não dão a menor atenção para o que ela fala e só conversam. Lamentável dizer, mas infelizmente existem muitas professoras Orquídeas por ai, que simplesmente “jogam conteúdo em cima do aluno” e esperam um milagre em sua aprendizagem. Há muitos professores que são como a Orquídea, que não apresentam humildade de admitir seus próprios erros, como se o aluno não soubesse nada e fosse “o culpado de tudo”. A realidade é que é triste saber que existem profissionais da educação que não percebem seu verdadeiro papel de educador dentro de uma sala de aula ou escola, pois não conseguem enxergar que o papel do professor é mediar situação para que ocorra a aprendizagem no sujeito.
     O professor não está na escola para ser “o dono do saber”, mas sim para incentivar, motivar, entusiasmar, proporcionar, articular estratégias e trocar experiências com seus alunos para que haja o ensino/aprendizagem.
    É muito comum em conselhos de classe o professor mostrar apenas as provas dos alunos e começar a “julga-lo”, dizendo que o aluno não quer nada com nada e que as famílias não são estruturadas. É lamentável dizer, mas muitas vezes há profissionais que acham mais fácil jogar toda a responsabilidade em cima do próprio aluno e culpar as famílias por não estarem desenvolvendo seu papel e acompanhando a vida escolar do aluno, do que reconhecer e admitir seus próprios erros como educador e buscar meios para fazer algo diferente que possa de fato ajudar aquele individuo em sua aprendizagem.  
      Eu como educadora procuro agir como as professoras Margarida e Rosa, pois acredito que as escolas democráticas estão inseridas dentro de uma linha chamada de Pedagogia Libertária que se caracteriza por abordar a questão pedagógica diante de uma perspectiva baseada na liberdade e igualdade, eliminando as relações autoritárias presentes no modelo educacional tradicional.
     Eu igual como a professora Margarida, também trabalhava antes como a professora Orquídea, mas agora tenho trabalhado com desafios. Acredito que os alunos aprendem mais. Eles resolvem individualmente e depois discutem com os colegas em grupos. Enquanto eles trabalham eu converso com eles, esclareço dúvidas e coloco questionamentos. Como fechamento, discutimos as soluções que os grupos deram para os desafios.
      Também procuro trabalhar na linha do construtivismo, conforme a professora Rosa do texto, porque o construtivismo produz conhecimento em uma perspectiva não formal ou, se quiser apenas formalizante. Como modelos pedagógicos e modelos epistemológicos, podemos afirmar que existem três diferentes formas de representar a relação ensino/aprendizagem escolar ou, mais especificamente, a sala de aula.
     Em minha sala de aula também penso como a professora Rosa do texto, pois eu também acho que o professor precisa escutar os seus alunos, saber quais são as suas dificuldades, quais são os interesses. Eles definem o que vai ser trabalhado na aula, eu nem me meto. Pode parecer bagunça, mas as crianças precisam de um ambiente que permita a expressão da sua criatividade. Faço minhas as palavras dessa professora.
    Discordo completamente do professor Cravo, que pensa que tem uma grande diferença do planejamento que utiliza na escola particular e naquele trabalha. Acha que os alunos não têm condições de acompanhar! Se desse tudo o que trabalha, iria acabar reprovando a maioria. O professor só está preocupado com a incomodação que daria.
    A fala do diretor Antúrio é bem a fala da minha diretora: Mas eu estou preocupado com o aumento da indisciplina na nossa escola. Na semana passada fui nas aulas de alguns professores não vou citar nomes e encontrei a maior bagunça. O professor precisa ter o controle da turma, ele fala e os alunos atendem. A escola sempre existiu para mostrar para as novas gerações o que se espera delas: dominar os conteúdos e ser disciplinado. Quem não concorda com isso deve procurar outra escola.
    Infelizmente existem muitos diretores Antúrio que só criticam o trabalho do profissional sem incentivar e motivar  o trabalho dos seus educadores.
    
     
 Nome: GIMENA BARBOSA GIMENEZ
Turma: E

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